OpenAI demite executiva que se opunha ao ‘modo adulto’ do ChatGPT após acusação de discriminação sexual

A OpenAI demitiu Ryan Beiermeister, vice-presidente de políticas de produto, após acusações de discriminação sexual contra um colega masculino, conforme reportado pelo Wall Street Journal. Beiermeister, que havia retornado recentemente de uma licença, negou veementemente a irregularidade: “A alegação de que eu discriminei alguém é completamente falsa”, afirmou a executiva.

Divergências sobre o “modo adulto” do ChatGPT

Fontes consultadas pelo WSJ indicam que Beiermeister vinha se posicionando contra o lançamento do “modo adulto” do ChatGPT. A funcionalidade permitiria a geração de conteúdo sexual para maiores de idade, mas a executiva argumentava que a novidade poderia expor o público a riscos, alegando que os mecanismos da empresa para impedir conteúdo sexual envolvendo menores não seriam robustos o suficiente.

Posicionamento oficial da OpenAI

A OpenAI confirmou o desligamento, ressaltando as contribuições de Beiermeister e afirmando, em nota, que a demissão “não está relacionada a qualquer problema criado por ela enquanto trabalhava para a companhia”. A executiva chegou à organização em 2024, vinda da Meta, e foi responsável pela criação de um programa de mentoria voltado a mulheres.

O cronograma do “modo adulto” e mudanças estratégicas

O “modo adulto” foi anunciado em outubro de 2025 por Sam Altman e tem lançamento planejado para o primeiro trimestre de 2026. A proposta faz parte de um conjunto de mudanças agressivas da OpenAI, que inclui o anúncio do plano GPT Go, novos modelos de imagem e a recente introdução de anúncios no ChatGPT, iniciada em testes nos Estados Unidos.

Desafios de governança e segurança em IA

A demissão de uma líder de políticas de produto levanta debates sobre como as empresas de IA equilibram inovação e segurança. Para organizações que desenvolvem recursos sensíveis, a adoção de controles técnicos e revisão de políticas internas é vital para mitigar riscos reputacionais. No cenário brasileiro, a atenção redobrada aos marcos regulatórios e à proteção de menores continua sendo um ponto crítico para a operação dessas tecnologias.

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